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sábado, 5 de julho de 2014
Proposta e discussão sobre a LIBRAS na grade escolar do Ensino Fundamental e Médio
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terça-feira, 26 de novembro de 2013
O Ensino a Distância, a universalização do ensino e o dia 3 de Dezembro de 2013
A Educação foi principal base de todas as transformações culturais
e políticas da História da Humanidade. O privilégio de aprender e do saber decidiu
e mais e mais influi na vida de todos os seres humanos. Educar e aprender são
requisitos da Civilização e constam como Direitos Humanos implícitos ou
explícitos, pois essa é uma condição de existência, só negada pelas civilizações
mais rudimentares.
Não era fácil, custava muito para quem nasceu e viveu a sua
infância e juventude longe das boas escolas e polos de cultura superior.
O Serviço de Correios, a partir de simples cartas, livros,
manuais e kits de ensaio viabilizaram há mais de um século o estudo para
aqueles que tinham força de vontade e condições de pagar seus custos, muito
menores do que abandonar tudo para aulas presenciais em locais distantes. Já naquela época essa condição de aprendizado
era suportada por excelentes profissionais, pois é infinitamente mais fácil
regular qualidade nessa condição do que multiplicando professores, nem sempre
sintonizados com suas responsabilidades.
A qualidade de quem aprendia assim era problema do aluno,
muito mais do que da escola. O mercado de trabalho se encarregava de selecionar
os melhores. Empreendedores descobriram ciências que geraram empresas,
indústrias e soluções.
As corporações profissionais, contudo, logo trataram de
proteger diplomas. Os certificados foram e são instrumentos de exclusão,
extremamente importantes em serviços públicos, empresas sem dono e protegidas
de qualquer vontade real de competência. Vale o que greves e pressões absurdas (ou
impublicáveis) conquistaram...
O Ensino a Distância, EAD, agora dispõe de recursos que não
param de se aprimorar. Novas tecnologias podem levar aulas e cursos, livros e
até laboratórios virtuais a qualquer canto do planeta que disponha de serviços
de telecomunicações ou, off line, fora de sincronismo, via pendrives, DVDs,
chips, unidades maiores ou menores de memória e processamento de dados, enfim.
Com certeza a capacidade de aprender e trabalhar pode
dispensar cursos. Poucos dos grandes inventores da história da Humanidade
tinham diplomas, a inteligência deles, o empreendedorismo e a capacidade de
inovar não tinham paciência para cursos criados para a média da inteligência
humana.
Somos brasileiros e aqui no Brasil o “brasifacismo” gerou
burocracias e sindicatos atrelados a conveniências políticas. A ideologia da
exclusão marcou definitivamente nossa história. Essa cultura pesou na inclusão
e na aceitação de quem é diferente, ainda que em detalhes supérfluos.
O Brasil precisa enfrentar e vencer desafios colossais para
compensar atrasos históricos que dispensam explicações. Entre os maiores está a
Educação e a Formação Profissional. O debate em torno do pesadelo que gerou o (Programa Mais Médicos) foi, é e será
extremamente elucidativo do que significa isso tudo.
O problema existe em muitos outros cenários. Em todos a
situação da Pessoa com Deficiência é a mais humilhante, desesperadora,
assustadora diante da tranquilidade de tecnocratas que assumiram o comando do
processo de inclusão.
Leis, decretos, normas, regulamentos etc. não bastam; na
rede pública de ensino o que vale é a disputa pelos cargos privilegiados que
assim facilitam viagens, seminários, congressos e debates intermináveis e caríssimos
sobre semântica e novas leis e decretos inúteis, pois nem os mais simples e
importantes são respeitados.
Para as pessoas com deficiência que ultrapassaram as
barreiras iniciais do ensino, algo possível em cidades privilegiadas,
maravilhosamente agora existe o EAD século 21. O Governo Federal e os estaduais
podem por decreto e viabilização de leis estratégicas romper as barragens
corporativas, algo mais do que notável na votação de Medidas Provisórias que
interessam aos grandes grupos econômicos.
O jovem ou adulto PcD precisam de acessibilidade e
oportunidades de aprendizado profissional, acima de tudo.
Por quê não subsidiar cursos em EAD (de qualquer espécie de
curso) para todos os estudantes excluídos financeiramente? Ou melhor, oferecer
os famosos diplomas após cursos em EAD com todos os recursos de acessibilidade?
O EAD custará menos do que uma grande e restritiva
universidade pública e convencional, entupida de mestres e doutores nem sempre
bem aproveitados.
O EAD pode dispensar vestibulares. Para quê? Não tem
limitações de espaço e contingente de professores... Temos o ENEM, para quê
mais?
O mercado de trabalho deve ser o grande vestibular e exames
padrão OAB (Exame da Ordem) podem substituir qualquer certificado profissional.
Precisamos unicamente de coragem e honestidade intelectual para
entender que o ensino convencional após o período de educação e acolhimento,
proteção, formação de caráter, de saúde física e mental, social e pessoal, embutidos
no pré-escolar e ensino básico pode ser melhor com os padrões modernos de EAD,
mais ainda se as escolas que o produzem se liberarem das amarras ridículas
criadas pelo MEC.
A exigência de subordinação ao MEC pode estar carregada de
boas intenções, o difícil é acreditar no que essa repartição pública decide em
meio a pesadíssimos interesses empresariais (área do Ensino) e sindicais.
Em 3 de Dezembro comemoramos o Dia Internacional da Pessoa
com Deficiência, seria fantástico se todas as famílias com problemas de
exclusão fossem à ruas protestar e exigir a inclusão já, principalmente na
Educação e Formação profissional. Em poucos meses o Governo Federal poderá
fazer muito, inclusive importando de nações mais desenvolvidas cursos prontos,
bastando a tradução e agregação de LIBRAS, audiodescrição e legendas.
É possível apesar de ser uma utopia, afinal não se muda a
cultura fossilizada de um povo por decreto ou MP. De imediato o Governo pode,
contudo, derrubar barreiras corporativas...
O povo brasileiro precisa de bons governos, viabilizar,
ampliar e universalizar o EAD é a solução para muitos de nossos problemas em
todos os serviços essenciais, por exemplo.
Cascaes
26.11.2013
Programa Mais Médicos. (s.d.). Fonte: Portal da Saúde:
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/area/417/mais-medicos.html
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Blogs - um livro digital - proposta de concurso
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sábado, 26 de dezembro de 2009
Barreiras culturais e a universalização e acessibilidade da EAD e dos livros digitais
O Brasil é o pasto dos sindicatos (patronais, empresariais, de empregados etc.), corporações, lobbies etc. O efeito desses grupos, principalmente dos mais abonados, é muito ruim para o nosso povo. Não querem mudanças, tem medo da inovação. Estamos sempre na rabeira dos grandes processos.
Podemos agora estar felizes com o sucesso de alguns setores, vivemos num país soberbamente rico por natureza. Descobrimos petróleo e temos minerais de extremo valor (e há muito mais escondido em lugares que ONGs estrangeiras tentam esconder). Logo estaremos exportando água doce, se isso já não está acontecendo em tanques de navios que navegam no Rio Amazonas. Superamos a crise financeira graças a uma política draconiana de proteção a banqueiros (e bancários, sempre torcendo para os bancos terem lucros maiores) ...
Nosso povo tem potenciais inexplorados. Como qualquer nação mestiça, rica em ascendências, cadinho de povos, aqui deveria ser um foco de inovações, de criatividade. Não somos, por quê?
Há menos de um século o nosso país saia de um governo estático para o dinamismo da cópia, da imitação. Nossas capitais procuravam Haussmmans na tentativa de parecerem civilizadas, na maioria das vezes empurrando para os morros e subúrbios o povo mais pobre (vide, por exemplo “Quase-cidadão”, livro organizado por Olívia Maria Gomes da Cunha e Flávio dos Santos Gomes). E pobres continuam os miseráveis que desde aquela época não têm acesso a escolas, teatros, clubes de poesia e coisas assim.
Maravilhosamente o mundo está mudando. Vale a pena, por exemplo, ler o livro “Youtube e a revolução digital” de John Hartley e Henry Jenkins assim como procurar entender a enormidade do “Projeto BEL” em desenvolvimento na COPEL (1) . Estamos no Brasil no limiar de uma revolução que na Ásia (Japão), América do Norte (EUA e Canadá) e na Europa (em sua parte mais inteligente) já acontece há muito tempo. Se Al Gore merece algum destaque o será muito mais pela defesa enérgica das infovias nos EUA, quando vice-presidente daquele país, do que pela histérica preocupação com o CO2.
As oportunidades industriais e comerciais se renovam com as oportunidades criadas em laboratórios de alta tecnologia. A Amazon (2) dá o exemplo com o lançamento dos leitores de livros e jornais digitais, portáteis, oferecendo quase quatrocentos mil títulos que podem ser baixados em seu leitor (mediante pagamento do download, óbvio). A indústria de PCs evolui extraordinariamente enquanto o LINUX, Wikipédia e a Google (entre outros) resistem a pressões mercantis selvagens. No Brasil, lamentavelmente, temos as barreiras do mau serviço de internet, mas, quem sabe, por efeito de novas tecnologias e pressão popular as coisas melhorem.
Estamos com problemas, mas temos muito mais do que era imaginável há uma década. O fundamental é explorarmos ao máximo os recursos existentes a favor da evolução do nosso povo, lutando para mais ferramentas e melhores sistemas de comunicação aconteçam.
A inércia política é um pesadelo, mas nossos líderes logo descobrirão que ganharão um lugar na história se trabalharem a favor da universalização da internet, banda larga, de alta qualidade. Paralelamente as nossas secretarias de educação em todos os níveis irão descobrir o potencial da literatura digital, do EAD (Ensino a Distância), dos programas culturais e educativos feitos por brasileiros para brasileiros, dos filmes, museus e laboratórios virtuais, excursões educativas etc., ou seja, o mundo de coisas que poderão existir nas paredes de qualquer escola brasileira graças às telecomunicações, à vontade firme, enérgica a favor da universalização cultural, profissional e educacional.
Mais ainda será a possibilidade de alto grau de acessibilidade, de multi-programação, de inclusão, de customização da programação desde que nossos governos gastem de forma justa e precisa o dinheiro (verbas gigantescas) que hoje usamos para editar porcarias, fazer programas pouco produtivos, sustentar histerias importadas etc.
Precisamos dar um grande salto para frente, um avanço acelerado, objetivo, eficaz nos processos educacionais visando, acima de tudo, o ensino e educação do primeiro e segundo graus.
A tecnologia é nossa aliada, basta saber usá-la.
Cascaes
26.12.2009
(1) http://www.copel.com/hpcopel/telecom/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Ftelecom%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2F1AC4A4010374897303257537005E23E9
(2) http://www.amazon.com/dp/B0015T963C/?tag=gocous-20&hvadid=4139327417&ref=pd_sl_7p2cs87ao_b
Podemos agora estar felizes com o sucesso de alguns setores, vivemos num país soberbamente rico por natureza. Descobrimos petróleo e temos minerais de extremo valor (e há muito mais escondido em lugares que ONGs estrangeiras tentam esconder). Logo estaremos exportando água doce, se isso já não está acontecendo em tanques de navios que navegam no Rio Amazonas. Superamos a crise financeira graças a uma política draconiana de proteção a banqueiros (e bancários, sempre torcendo para os bancos terem lucros maiores) ...
Nosso povo tem potenciais inexplorados. Como qualquer nação mestiça, rica em ascendências, cadinho de povos, aqui deveria ser um foco de inovações, de criatividade. Não somos, por quê?
Há menos de um século o nosso país saia de um governo estático para o dinamismo da cópia, da imitação. Nossas capitais procuravam Haussmmans na tentativa de parecerem civilizadas, na maioria das vezes empurrando para os morros e subúrbios o povo mais pobre (vide, por exemplo “Quase-cidadão”, livro organizado por Olívia Maria Gomes da Cunha e Flávio dos Santos Gomes). E pobres continuam os miseráveis que desde aquela época não têm acesso a escolas, teatros, clubes de poesia e coisas assim.
Maravilhosamente o mundo está mudando. Vale a pena, por exemplo, ler o livro “Youtube e a revolução digital” de John Hartley e Henry Jenkins assim como procurar entender a enormidade do “Projeto BEL” em desenvolvimento na COPEL (1) . Estamos no Brasil no limiar de uma revolução que na Ásia (Japão), América do Norte (EUA e Canadá) e na Europa (em sua parte mais inteligente) já acontece há muito tempo. Se Al Gore merece algum destaque o será muito mais pela defesa enérgica das infovias nos EUA, quando vice-presidente daquele país, do que pela histérica preocupação com o CO2.
As oportunidades industriais e comerciais se renovam com as oportunidades criadas em laboratórios de alta tecnologia. A Amazon (2) dá o exemplo com o lançamento dos leitores de livros e jornais digitais, portáteis, oferecendo quase quatrocentos mil títulos que podem ser baixados em seu leitor (mediante pagamento do download, óbvio). A indústria de PCs evolui extraordinariamente enquanto o LINUX, Wikipédia e a Google (entre outros) resistem a pressões mercantis selvagens. No Brasil, lamentavelmente, temos as barreiras do mau serviço de internet, mas, quem sabe, por efeito de novas tecnologias e pressão popular as coisas melhorem.
Estamos com problemas, mas temos muito mais do que era imaginável há uma década. O fundamental é explorarmos ao máximo os recursos existentes a favor da evolução do nosso povo, lutando para mais ferramentas e melhores sistemas de comunicação aconteçam.
A inércia política é um pesadelo, mas nossos líderes logo descobrirão que ganharão um lugar na história se trabalharem a favor da universalização da internet, banda larga, de alta qualidade. Paralelamente as nossas secretarias de educação em todos os níveis irão descobrir o potencial da literatura digital, do EAD (Ensino a Distância), dos programas culturais e educativos feitos por brasileiros para brasileiros, dos filmes, museus e laboratórios virtuais, excursões educativas etc., ou seja, o mundo de coisas que poderão existir nas paredes de qualquer escola brasileira graças às telecomunicações, à vontade firme, enérgica a favor da universalização cultural, profissional e educacional.
Mais ainda será a possibilidade de alto grau de acessibilidade, de multi-programação, de inclusão, de customização da programação desde que nossos governos gastem de forma justa e precisa o dinheiro (verbas gigantescas) que hoje usamos para editar porcarias, fazer programas pouco produtivos, sustentar histerias importadas etc.
Precisamos dar um grande salto para frente, um avanço acelerado, objetivo, eficaz nos processos educacionais visando, acima de tudo, o ensino e educação do primeiro e segundo graus.
A tecnologia é nossa aliada, basta saber usá-la.
Cascaes
26.12.2009
(1) http://www.copel.com/hpcopel/telecom/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Ftelecom%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2F1AC4A4010374897303257537005E23E9
(2) http://www.amazon.com/dp/B0015T963C/?tag=gocous-20&hvadid=4139327417&ref=pd_sl_7p2cs87ao_b
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Precisamos mudar
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Educação e as Olimpíadas
Referência zero
Há alguns anos, andando por uma rua da CIC com o então vereador de Curitiba, Antônio Borges dos Reis, querendo lhe dar munição para o Projeto de Lei referente às calçadas, que ele patrocinou e conseguiu que aprovassem, vendo uma família andando pela rua sem passeios, levei-o para junto dela e perguntei o que era importante para eles naquele momento. A resposta: conseguir registrar o filho após terem conseguido um cartório onde o fariam de graça. Ou seja, viviam num grau de miséria que o custo do registro do filho era elevado. Em Itajubá, sul de Minas Gerais, dando aula de alfabetização num barraco “sede” de um clube (Vila Rubens) o sonho daquele povo era a regularização do imóvel, construído sobre uma rua abandonada. Em reunião do “Projeto Zumbi-Mauá Ação Ecológica” vi e ouvi uma senhora, líder do bairro, angustiada pedindo curso de prevenção de gravidez precoce. Da. Gonçalina, moradora da Vila Zumbi diz em reportagem do Ari Silveira, 11 de outubro, jornal Gazeta do Povo, "Vez por outra ainda tem uma vingança, vão [ser mortos] dois ou três... A gente sabe quem foi, mas 'viu e não viu'. Não pode falar". Ou seja, a moradora considera normal matar por motivos da vingança entre quadrilhas e na sua visão o fundamental é que ela e sua família possam viver em paz naquele ambiente.
No Brasil milhões de pessoas não sabem escrever, outros (muito mais) mal conseguem redigir uma frase, escrever alguma carta de forma estruturada, compreensível. Assim tornam-se reféns dos letrados, daqueles que podem fazer discursos, aparecerem como autoridades, muitas vezes para enganá-las explicitamente em contratos maldosos.
Felizmente o Brasil começa a crescer sob diversos aspectos. Programas nacionais para universalização da educação aparecem, ainda que afetados por conveniências corporativas. O EAD e a possibilidade de se criar coleções de livros técnicos digitais sem custo para o leitor dão a perspectiva de acessibilidade universal ao ensino, que poderá ganhar força se as novelas da Rede Globo e campanhas midiáticas sugerirem a necessidade de estudar, de aprender ofício, de se ter comportamentos saudáveis.
A normalidade é e sempre foi relativa. A questão é: que ambiente nosso povo merece?
Vimos que dinheiro existe. O Governo Federal está querendo até fazer trem bala, algo que exige investimentos colossais e carentes de subsídios milionários, tudo para transportar em carros rápidos e confortáveis gente em condições de pagar as passagens, acessíveis porque facilitadas por benefícios fiscais e creditícios. Não devemos esquecer que o maior déficit nas contas francesas é a SCNCF...
Podemos e devemos pleitear luxos, antes, contudo, impõe-se resgatar uma parcela significativa de brasileiros da indigência, gente tão trabalhadora que sai a catar lixo para poder sustentar - se e aos seus filhos.
Em 2016 as Olimpíadas acontecerão na cidade do Rio de Janeiro. O governo carioca poderá de imediato iniciar, com o apoio de nossos legisladores e tecnocratas, a planejar campos de concentração, que deverão estar funcionando pouco antes desse campeonato. Tecnologia, batalhões de policiais e até as Forças Armadas com certeza serão treinados e equipados para garantir a segurança e as alegrias esportivas e lúdicas dos turistas. Se parte desses bilhões de dólares a serem gastos no Rio de Janeiro vierem a ser canalizados para a educação e desenvolvimento dos brasileiros mais pobres, seremos uma nação mais simpática e menos violenta, talvez mostrando ao mundo que chegamos a um nível de civilização respeitável e coerente com a visão cristã que dizemos professar.
Podemos ainda optar entre presídios ou escolas, creches, moradias, saneamento básico etc. Está na hora de mudar nossos referenciais. Agora nós podemos.
Dignidade também gera atividade econômica...
Cascaes
12.10.2009
Há alguns anos, andando por uma rua da CIC com o então vereador de Curitiba, Antônio Borges dos Reis, querendo lhe dar munição para o Projeto de Lei referente às calçadas, que ele patrocinou e conseguiu que aprovassem, vendo uma família andando pela rua sem passeios, levei-o para junto dela e perguntei o que era importante para eles naquele momento. A resposta: conseguir registrar o filho após terem conseguido um cartório onde o fariam de graça. Ou seja, viviam num grau de miséria que o custo do registro do filho era elevado. Em Itajubá, sul de Minas Gerais, dando aula de alfabetização num barraco “sede” de um clube (Vila Rubens) o sonho daquele povo era a regularização do imóvel, construído sobre uma rua abandonada. Em reunião do “Projeto Zumbi-Mauá Ação Ecológica” vi e ouvi uma senhora, líder do bairro, angustiada pedindo curso de prevenção de gravidez precoce. Da. Gonçalina, moradora da Vila Zumbi diz em reportagem do Ari Silveira, 11 de outubro, jornal Gazeta do Povo, "Vez por outra ainda tem uma vingança, vão [ser mortos] dois ou três... A gente sabe quem foi, mas 'viu e não viu'. Não pode falar". Ou seja, a moradora considera normal matar por motivos da vingança entre quadrilhas e na sua visão o fundamental é que ela e sua família possam viver em paz naquele ambiente.
No Brasil milhões de pessoas não sabem escrever, outros (muito mais) mal conseguem redigir uma frase, escrever alguma carta de forma estruturada, compreensível. Assim tornam-se reféns dos letrados, daqueles que podem fazer discursos, aparecerem como autoridades, muitas vezes para enganá-las explicitamente em contratos maldosos.
Felizmente o Brasil começa a crescer sob diversos aspectos. Programas nacionais para universalização da educação aparecem, ainda que afetados por conveniências corporativas. O EAD e a possibilidade de se criar coleções de livros técnicos digitais sem custo para o leitor dão a perspectiva de acessibilidade universal ao ensino, que poderá ganhar força se as novelas da Rede Globo e campanhas midiáticas sugerirem a necessidade de estudar, de aprender ofício, de se ter comportamentos saudáveis.
A normalidade é e sempre foi relativa. A questão é: que ambiente nosso povo merece?
Vimos que dinheiro existe. O Governo Federal está querendo até fazer trem bala, algo que exige investimentos colossais e carentes de subsídios milionários, tudo para transportar em carros rápidos e confortáveis gente em condições de pagar as passagens, acessíveis porque facilitadas por benefícios fiscais e creditícios. Não devemos esquecer que o maior déficit nas contas francesas é a SCNCF...
Podemos e devemos pleitear luxos, antes, contudo, impõe-se resgatar uma parcela significativa de brasileiros da indigência, gente tão trabalhadora que sai a catar lixo para poder sustentar - se e aos seus filhos.
Em 2016 as Olimpíadas acontecerão na cidade do Rio de Janeiro. O governo carioca poderá de imediato iniciar, com o apoio de nossos legisladores e tecnocratas, a planejar campos de concentração, que deverão estar funcionando pouco antes desse campeonato. Tecnologia, batalhões de policiais e até as Forças Armadas com certeza serão treinados e equipados para garantir a segurança e as alegrias esportivas e lúdicas dos turistas. Se parte desses bilhões de dólares a serem gastos no Rio de Janeiro vierem a ser canalizados para a educação e desenvolvimento dos brasileiros mais pobres, seremos uma nação mais simpática e menos violenta, talvez mostrando ao mundo que chegamos a um nível de civilização respeitável e coerente com a visão cristã que dizemos professar.
Podemos ainda optar entre presídios ou escolas, creches, moradias, saneamento básico etc. Está na hora de mudar nossos referenciais. Agora nós podemos.
Dignidade também gera atividade econômica...
Cascaes
12.10.2009
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11:17
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