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terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Ensino a Distância, a universalização do ensino e o dia 3 de Dezembro de 2013


A Educação foi principal base de todas as transformações culturais e políticas da História da Humanidade. O privilégio de aprender e do saber decidiu e mais e mais influi na vida de todos os seres humanos. Educar e aprender são requisitos da Civilização e constam como Direitos Humanos implícitos ou explícitos, pois essa é uma condição de existência, só negada pelas civilizações mais rudimentares.
Não era fácil, custava muito para quem nasceu e viveu a sua infância e juventude longe das boas escolas e polos de cultura superior.
O Serviço de Correios, a partir de simples cartas, livros, manuais e kits de ensaio viabilizaram há mais de um século o estudo para aqueles que tinham força de vontade e condições de pagar seus custos, muito menores do que abandonar tudo para aulas presenciais em locais distantes.  Já naquela época essa condição de aprendizado era suportada por excelentes profissionais, pois é infinitamente mais fácil regular qualidade nessa condição do que multiplicando professores, nem sempre sintonizados com suas responsabilidades.
A qualidade de quem aprendia assim era problema do aluno, muito mais do que da escola. O mercado de trabalho se encarregava de selecionar os melhores. Empreendedores descobriram ciências que geraram empresas, indústrias e soluções.
As corporações profissionais, contudo, logo trataram de proteger diplomas. Os certificados foram e são instrumentos de exclusão, extremamente importantes em serviços públicos, empresas sem dono e protegidas de qualquer vontade real de competência. Vale o que greves e pressões absurdas (ou impublicáveis) conquistaram...
O Ensino a Distância, EAD, agora dispõe de recursos que não param de se aprimorar. Novas tecnologias podem levar aulas e cursos, livros e até laboratórios virtuais a qualquer canto do planeta que disponha de serviços de telecomunicações ou, off line, fora de sincronismo, via pendrives, DVDs, chips, unidades maiores ou menores de memória e processamento de dados, enfim.
Com certeza a capacidade de aprender e trabalhar pode dispensar cursos. Poucos dos grandes inventores da história da Humanidade tinham diplomas, a inteligência deles, o empreendedorismo e a capacidade de inovar não tinham paciência para cursos criados para a média da inteligência humana.
Somos brasileiros e aqui no Brasil o “brasifacismo” gerou burocracias e sindicatos atrelados a conveniências políticas. A ideologia da exclusão marcou definitivamente nossa história. Essa cultura pesou na inclusão e na aceitação de quem é diferente, ainda que em detalhes supérfluos.
O Brasil precisa enfrentar e vencer desafios colossais para compensar atrasos históricos que dispensam explicações. Entre os maiores está a Educação e a Formação Profissional. O debate em torno do pesadelo que gerou o (Programa Mais Médicos) foi, é e será extremamente elucidativo do que significa isso tudo.
O problema existe em muitos outros cenários. Em todos a situação da Pessoa com Deficiência é a mais humilhante, desesperadora, assustadora diante da tranquilidade de tecnocratas que assumiram o comando do processo de inclusão.
Leis, decretos, normas, regulamentos etc. não bastam; na rede pública de ensino o que vale é a disputa pelos cargos privilegiados que assim facilitam viagens, seminários, congressos e debates intermináveis e caríssimos sobre semântica e novas leis e decretos inúteis, pois nem os mais simples e importantes são respeitados.
Para as pessoas com deficiência que ultrapassaram as barreiras iniciais do ensino, algo possível em cidades privilegiadas, maravilhosamente agora existe o EAD século 21. O Governo Federal e os estaduais podem por decreto e viabilização de leis estratégicas romper as barragens corporativas, algo mais do que notável na votação de Medidas Provisórias que interessam aos grandes grupos econômicos.
O jovem ou adulto PcD precisam de acessibilidade e oportunidades de aprendizado profissional, acima de tudo.
Por quê não subsidiar cursos em EAD (de qualquer espécie de curso) para todos os estudantes excluídos financeiramente? Ou melhor, oferecer os famosos diplomas após cursos em EAD com todos os recursos de acessibilidade?
O EAD custará menos do que uma grande e restritiva universidade pública e convencional, entupida de mestres e doutores nem sempre bem aproveitados.
O EAD pode dispensar vestibulares. Para quê? Não tem limitações de espaço e contingente de professores... Temos o ENEM, para quê mais?
O mercado de trabalho deve ser o grande vestibular e exames padrão OAB (Exame da Ordem) podem substituir qualquer certificado profissional.
Precisamos unicamente de coragem e honestidade intelectual para entender que o ensino convencional após o período de educação e acolhimento, proteção, formação de caráter, de saúde física e mental, social e pessoal, embutidos no pré-escolar e ensino básico pode ser melhor com os padrões modernos de EAD, mais ainda se as escolas que o produzem se liberarem das amarras ridículas criadas pelo MEC.
A exigência de subordinação ao MEC pode estar carregada de boas intenções, o difícil é acreditar no que essa repartição pública decide em meio a pesadíssimos interesses empresariais (área do Ensino) e sindicais.
Em 3 de Dezembro comemoramos o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, seria fantástico se todas as famílias com problemas de exclusão fossem à ruas protestar e exigir a inclusão já, principalmente na Educação e Formação profissional. Em poucos meses o Governo Federal poderá fazer muito, inclusive importando de nações mais desenvolvidas cursos prontos, bastando a tradução e agregação de LIBRAS, audiodescrição e legendas.
É possível apesar de ser uma utopia, afinal não se muda a cultura fossilizada de um povo por decreto ou MP. De imediato o Governo pode, contudo, derrubar barreiras corporativas...
O povo brasileiro precisa de bons governos, viabilizar, ampliar e universalizar o EAD é a solução para muitos de nossos problemas em todos os serviços essenciais, por exemplo.
Cascaes
26.11.2013

Programa Mais Médicos. (s.d.). Fonte: Portal da Saúde: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/area/417/mais-medicos.html





quarta-feira, 24 de abril de 2013

Livro Técnico Digital - o Livro Didático Digital - que maravilha


O “livro” digital didático, finalmente aceito – chegou o momento da produção de livros para pessoas com deficiência
O Brasil não é um país simpático a inovações, exceto quando chegam acompanhadas de mídia esfuziante e cheiro de coisa estrangeira.
No mundo atual quem não corre, e muito, fica para trás. Estamos atrasados e vamos continuar dessa forma graças a corporações poderosas e interesses de grandes grupos de poder mais fechados e sempre atuantes. O povo brasileiro é espaço de formação de riquezas, geração de mão de obra de baixo custo e servilismo flagrante.
Assim vimos com imensa surpresa mudanças que o atual governo federal impôs, algumas mal avaliadas, outras extremamente importantes e que deverão mudar o Brasil. Com certeza o que a reportagem da Gazeta do Povo informou (Mais que palavras e imagens, 2013) merece trombetas, horário nacional para nossa Presidenta explicar e aplausos para o ministro da Educação, Sua. Excia. Aloizio Mercadante.
A mais recente é a proposição do MEC, conforme explicado na excelente reportagem citada, de criação de livros didáticos digitais, não apenas a transformação de livros clássicos em formato digital, mas a produção com outros padrões didáticos e de acessibilidade. Fantástico, isso permitirá que os estudantes aproveitem ao máximo o que a indústria e inteligências privilegiadas produzirem, com certeza enriquecendo fantasticamente o aprendizado.
Note-se que associado a tablets nossos estudantes não precisarão carregar enciclopédias nas costas, bastando transportar alguns cadernos, canetas e o melhor tablete possível.
Nossa esperança é também que esse material didático, que não podemos chamar de livro, pois a “Lei do Livro” (LEI No 10.753, DE 30 DE OUTUBRO DE 2003.) só faltou dizer que o livro deveria ser de pergaminho, como livros com esse material eram enrolados e não costurados em páginas, ficou a definição: Art. 2o Considera-se livro, para efeitos desta Lei, a publicação de textos escritos em fichas ou folhas, não periódica, grampeada, colada ou costurada, em volume cartonado, encadernado ou em brochura, em capas avulsas, em qualquer formato e acabamento.”
Ou seja, já em 2003, quando a Humanidade desvelava as maravilhas da internet, youtube, blogs etc. o Brasil criava uma definição anacrônica para volumes portáteis e depositórios de cultura em todas a suas formas, pois agora até música, fotografias ampliáveis e filmes poderemos ter nos “livros” digitais, além de opções de acessibilidade.
O que é fascinante destacando, é o potencial de acessibilidade para a pessoa com deficiência e até idosos. Com algum trabalho adicional esses “livros” poderão ter opção em LIBRAS e áudio descrição. Será ainda, com o tempo, o complemento ideal para cursos a distância off-line, algo que espertamente as escolas de EAD ignoram.
As fotografias deixarão de ser aquela mancha no livro que exige lupa para sabermos o que pretendem mostrar.
Jogos inteligentes e educativos terão espaço e exercícios dinâmicos até servirão para avaliar no cronômetro o conhecimento do aluno.
Web câmeras darão interatividade com os pais e professores. Enfim, o limite é a imaginação de empresários, cientistas e grandes mestres.
Se o Brasil caminha para ser um grande país não pode simplesmente viver nos tempos das senzalas e depósitos de gente produtora de escravos de todas as cores, submetidos ao poder senhorial principalmente por efeito da ignorância cultivada de diversas formas. Está na hora da revolução escolar, educacional, aliás, está mais do que na ora, simplesmente estamos atrasados.
Há muito a ser feito para podermos ombrear com as nações mais inteligentes, inclusive melhorar substancialmente os meios de comunicação. Livros digitais, entre outras virtudes, se feitos de forma adequada poderão ser interativos, conversacionais, atualizáveis permanentemente, sem necessidade de renovação completa ano a ano.
Novas escolas, mestres modernos, universalização da cultura e do ensino. Isso é possível e nesse caminho o livro digital didático ocupa uma etapa importantíssima; parabéns ao MEC.

Cascaes
24.4.2013
LEI No 10.753, DE 30 DE OUTUBRO DE 2003. (s.d.). Fonte: CasaCivil da Presidência da República: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.753.htm
LIMA, J. D. (23 de 4 de 2013). Mais que palavras e imagens. Fonte: Gazeta do Povo : http://www.gazetadopovo.com.br/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=1365771&tit=Mais-que-palavras-e-imagens


quinta-feira, 7 de março de 2013

A Universidade Universal – EAD assíncrono e acessível



Cenário atual

O ensino superior pode estar prestes a ter uma revolução metodológica radical. Temos indicações de que isso já acontece em países mais conscientes, onde o corporativismo dá lugar a conveniências estratégicas de estado. Afinal, nenhuma nação moderna pode esperar que todas as suas escolas convencionais mudem para ensinar o que realmente é necessário e possível. Nada mais difícil do que ajustar pessoas com padrões de comportamento consolidados.
Nessa virada tecnológica uma coleção de trabalhos com direito de propriedade intelectual serão e estão sendo produzidos, talvez criando cenários de xenofobia em nações menos operosas e criativas. Alguns países já mostram resultados extraordinários, criando redes sociais, sistemas de comunicação complexos e aplicativos sensacionais.

Livros

Os livros digitais são a grande novidade ainda com cara de livros convencionais. Podem ser realmente livros didáticos, com milhares de páginas, figuras ampliáveis, filmes, links, acessibilidade, organização temática etc. de modo a serem eficazes para o ensino e a educação.
Dezenas ou centenas de livros digitais não precisarão de espaços enormes e caros, prateleiras, estantes, muito dinheiro, peso etc., nada além do e-book, tablet, notebook, PC caseiro.
Uma criança poderá carregar a maior biblioteca do mundo em sua mochila, é só existir quem patrocine (empresas, família, governo, ONGs etc.).
Mais ainda, esses livros podem ser oferecidos em qualquer língua, basta aprimorar os tradutores ou inserir opções legendadas ou faladas ou ainda em linguagens de sinais ou equivalentes.
O que impressiona é a não percepção desta realidade pelos governos ou, quem sabe, a transformação desses projetos em “Projarcas”., poleiros de comissionados, burocratas ou pessoas desligadas das demandas nacionais (A FÁBULA DA ARCA).

Brasil

Aqui o pessoal parece preferir cobrar pedágios e direitos nem sempre publicáveis.
Outro aspecto “interessante” em nosso país é a maneira burocrática de se analisar propostas não convencionais. Sempre cobram explicações do milênio passado!
No Brasil optou-se por estratégias passivas, quando deveríamos ser proativos, criativos, operantes.

No mínimo o necessário

Dos males o menor, venha de onde vier, pagando o que for necessário, tudo deverá custar muito menos que frequentar universidades convencionais, onde, acima de tudo, temos agravantes substanciais de qualidade, oportunidade e acessibilidade.
Salas de aula têm limites, prédios custam caro e gastam energia para tudo, falta lugar para estacionamentos, a segurança é um pesadelo, a qualidade dos professores varia demais e muitos alunos em potencial simplesmente não têm como ingressar em escolas de nível superior por motivos alheios às suas vontades.

Inclusão

Note-se que justamente os mais pobres e carentes de formação para ascenderem na escala social ficam marginalizados, em plena época de celulares, tablets, notebooks, e-books, internet, pendrives, satélites, antenas, etc. Investe-se muito pouco a favor dos estudantes pobres que não podem frequentar aulas regulares.

Vivência pessoal

Somos testemunhas do nosso atraso. Por sorte lutamos com muitas dificuldades para chegar ao tão desejado diploma, assim como sentimos na família o desespero de quem precisava estudar e esbarrava na mediocridade de ambientes acadêmicos. Isso significou um aprendizado que se enriqueceu trabalhando na Copel em tempos de transformações tecnológicas aceleradas, atenção, não pilotando escrivaninha, mas atuando em áreas de ponta e com muita responsabilidade pessoal, operacional e até política.
Fora da Copel, lecionando e mais uma vez atuando com indústrias e consultorias de médio e grande porte acumulamos conhecimentos de que nos valemos agora, com tempo para escrever e propor soluções que sabemos serem possíveis e oportunas.
Em família, o desespero criado pela frieza de professores e a incapacidade de compreenderem a deficiência auditiva de seus alunos gerou um drama inimaginável entre pessoas que nunca passaram por isto.
Isso nos habilita a dizer muito mais quando pensamos nos problemas sociais de nosso país. Algo que conhecemos bem também atuando com o Lions Clube de Curitiba Batel (Melo) na Região Metropolitana de Curitiba e em seus bairros.

Nível fundamental, superior e tamanho do Brasil

Se as escolas do ensino fundamental dependem quase integralmente de suas instalações e professores e professoras, no ensino superior e profissionalizante pode-se potencializar a utilização da tecnologia, ampliando a acessibilidade e eficácia dos cursos.
O Brasil é um país gigantesco. Milhões de brasileiros vivem praticamente isolados dos grandes centros. Maravilhosamente nada impede que usem computadores se tiverem esse apoio.
Na década de sessenta, ainda incrivelmente atrasado na oferta de cursos na área das Ciências Exatas, o preço era sair de casa e morar onde existisse alguma faculdade que atendesse sonhos de formação profissional. Isso normalmente significava também a passagem por algum cursinho de bom nível, eventualmente em outra cidade (estado) distante do nosso lugar de origem. No meu caso, nascido e criado em Blumenau, o caminho foi fazer cursinho em São Paulo (Di Túllio) e Engenharia em Itajubá, mestrado em Florianópolis após contratado pela Copel e estágios diversos pelo mundo afora. Assim nos habilitamos a ser parte da grande família que era o Setor Elétrico Brasileiro, antes de se tornar material de consumo no “mercado” de energia.

E o EAD?

Voltamos a insistir: o Governo Federal, os estaduais, empresários, grandes prefeituras, cientistas etc. podem criar polos de formação do que poderíamos chamar de universidades universais. Por quê?
Com recursos de registro e processamento de imagens e sons, textos e desenhos, filmes e até de formas em 3 dimensões pode-se criar coleções de aulas que formem cursos principalmente na área de Ciências Exatas, onde discurso e tergiversações valem muito pouco. Uma boa aula de Física vale em qualquer lugar do planeta, bastando a tradução que pode ser realizada de muitas formas. Nessa matéria desenhos animados, filmes de instalações, laboratórios e palestras enriquecem exposições de forma organizada. Testes, exercícios e avaliações seriam feitos na forma de jogos que conquistaram as crianças, mudando de dificuldade e apresentando alternativas aleatórias, sempre procurando desafiar o estudante. Esquecemos algo? Com certeza, as opções são inesgotáveis.

O que fazer dos prédios e campus das universidades tradicionais?

Podem ser museus, conjunto de salas para professores com terminais para contato com os estudantes, local para consulta pessoal, núcleos de avaliação, aulas práticas presenciais quando não houver outra opção. Note-se que até indústrias existentes podem ser contratadas para servirem de laboratórios durante algum tempo de suas atividades. Ou se transformarem em centros de educação para crianças e jovens na base da coluna educacional...

Atribuição de grau?

 Certificados, diplomas, medalhas, medalhinhas, tudo pode ser dado com muito mais critério do que se consegue atualmente.

Professores?

 Os melhores do mundo, ou pelo menos, uma elite escolhida criteriosamente.

Qualidade do profissional?

 Quem decide, sempre decidiu, é o mercado de trabalho. Por mais diplomas que o indivíduo possua ele será um profissional obscuro se não tiver aptidão para a profissão que escolher.
Note-se que o EAD universal é um fator de união dos povos, pode ser apoiado por entidades internacionais e ganhar um tremendo poder de educação em geral, afinal muitos povos carecem de informações e formação básica, valendo para eles a oferta de ensinamentos essenciais à rotina da sobrevivência em seus países. Centros de EAD dedicados a esses povos seriam oportunos e salvariam vidas dando-lhes acima de tudo dignidade e inserção em níveis superiores de existência.
Temos campanhas de clubes de serviços e até da UNESCO em apoio a nações empobrecidas. O principal, contudo é desprezado. Satélites espiões e fortunas imensas são gastam para guerras, quanto a humanidade está disposta a gastar para sua sobrevivência?

E no mundo futuro?

Em Cuiabá, em congresso do (CONFEA) e outra entidade vimos e ouvimos palestras sensacionais proferidas por especialistas (A formação do Engenheiro e ser Engenheiro) onde, entre outras coisas, disseram-nos que não se sabe quais serão as dez profissões mais valorizadas dentro de uma década, nem como serão denominadas. Ou seja, as escolas deverão ser extremamente dinâmicas, oferecendo cursos contínuos, pois o profissional do futuro será um estudante permanente, a menos que sua atividade se resuma a rotinas físicas ou simplesmente burocráticas (e olhe lá, até isso pode mudar).

Pessoas com deficiência, idosas, fragilizadas.

O desafio do EAD traz também a imensa vantagem de criar meios de acessibilidade a pessoas com deficiência(s) sensorial, motora, intelectual, múltiplas e até financeira. Idosos não encontrarão as humilhações de confessarem suas deficiências e pessoas debilitadas temporariamente não precisarão perder aulas ou simplesmente protelar aulas, o fundamental é que o sistema não utilize as inacreditáveis salas de aula à distância em cursos online, que obriga alunos e professores a se apresentarem simultaneamente diante de sistemas de comunicação.
Note-se que as aulas “off line”, não síncronas, podem ser repetidas indefinidamente pelos estudantes e ter linguagens diferentes, do Guarani à LIBRAS, serem legendadas, letras, sons e imagens ajustadas à acuidade visual e/ou auditiva do aluno.

Responsabilidades

Poderemos simplesmente adquirir pacotes de ensino dom hardware e software dedicados e gastar tempo quando existir. Afinal quem deve querer aprender é o aluno. Não é problema do professor se o estudante aproveita ou não o que ensina. Quem não estudar não passará nos testes e ao final algo parecido, se possível, com o “exame da Ordem”, prova dos nove na dedicação e capacidade do formando.

Conclusão

O EAD assíncrono é, portanto, um desafio maduro para empresários nas áreas educacionais e legisladores, assim como órgãos normativos. O MEC precisará rever tudo a favor da modernização real de suas regras dos tempos de antanho. Essa é a barreira mais difícil, com certeza. Cartéis, corporações e tradições pesam contra as inovações, ainda que necessárias e urgentes.
Se formos competentes dentro de poucos anos poderemos ter universidades de amplitude universal e créditos tecnológicos de grande valor.

Cascaes
7.3.2013
(s.d.). Fonte: CONFEA: http://www.confea.org.br/
Cascaes, J. C. (s.d.). Fonte: A formação do Engenheiro e ser Engenheiro: http://aprender-e-ser-engenheiro.blogspot.com.br/
Maia, L. (s.d.). A FÁBULA DA ARCA. Fonte: Literatura & Opinião: http://www.luizmaia.blog.br/hpana/f/fabuladaarca.htm
Melo, C. E. (s.d.). Lions Clube Curitiba Batel. Fonte: Distritos Múltiplos "L" - Brasil: http://www.lions.org.br/lionsbatel/

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Liberação de direitos autorais

O Governo Brasileiro fez um golaço ao quebrar patentes de remédios, que custavam muito caro aos brasileiros, dando início à indústria dos genéricos. Graças a essa atitude enérgica, corajosa e eficaz os brasileiros viram os preços dos medicamentos diminuírem e ganharam alternativas importantes.

Isso deveria valer também para a cultura.

Algo extremamente lamentável é ver os preços dos livros e ainda por cima descobrir que muitas obras espetaculares não são mais reeditadas.

A cultura, venha de onde vier, torna-se importante porquê recebe a aceitação do povo, que paga para usufruí-la sempre que possível. Se o autor conquista notoriedade é por diversos fatores, dele e de um público que se interessa pelo que fez, um sem o outro não vale nada.

A música ganhou universalidade graças às emissoras de rádio e de TV, onde patrocinadores permitiram acessibilidade a todos que pudessem ouvir via rádio ou televisões programações que as apresentassem. Felizmente o custo desses aparelhos permitiu um número infinitamente maior de ouvintes do que tínhamos até um século passado, oferecendo a bilhões de pessoas o prazer e a educação de programas musicais e agora, com as TVs, peças teatrais, filmes, documentários etc. O cinema ficou no meio do caminho porque o custo ainda é elevado.

Em qualquer seminário, congresso, debate, programa e até em pregações religiosas ouvimos sempre que nosso povo precisa de melhor educação. É fácil agradar sindicatos e dizer que devemos pagar bem mais, sustentar mais gente para que todos possam aprender um pouco.

Maravilhosamente a internet veio para quebrar barreiras e paradigmas.

Quem imaginaria algo parecido a blogs, youtubes, orkuts, twitters, celulares, Kindles etc. há umas duas décadas atrás?

Agora existem e possibilitam a acessibilidade a obras culturais de qualquer espécie em praticamente toda a superfície da Terra onde o esquimó ou o índio mais selvagem, o milionário ou o favelado, o acadêmico ou o vestibulando saibam teclar algum laptop ou PC conectado à rede WEB. Mais ainda, graças a linguagens de sinais e sonorização de textos pessoas com dificuldades auditivas ou visuais podem saber o que está sendo dito e escrito.

Evidentemente precisamos de infovias.

O IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor oferece estudos valiosíssimos sobre a internet no Brasil . Sabemos que estamos atrasados, mas que alguma luz aparece no horizonte. No Paraná temos o projeto BEL , algo fantástico que certamente produzirá resultados positivos (se o próximo governador não atrapalhar).

O Governo Federal está anunciando a universalização da banda larga , ótimo. Vão usar para quê?

Nosso povo precisa de livros bons. A língua portuguesa é restritiva e os poucos livros que existem, se forem de boa qualidade, esgotam-se e se transformam em produto raro nas prateleiras de livrarias e sebos.

Nossos legisladores federais poderiam estudar e encontrar uma solução que desse o seguinte resultado:

• Livros esgotados após um tempo deixariam de ser propriedade dos editores e os autores não poderiam impedir a republicação.

• A publicação de livros manifestamente interessantes ao povo (via enquetes) e esgotados passam para uma fundação ou autarquia (após um tempo curto de espera).

• Os livros de interesse popular e acadêmico seriam então publicados, reservando-se compensações financeiras aos criadores da obra via custo de download e/ou publicidade (O governo gasta uma fortuna em publicidade).

• Os proprietários dos direitos autorais ganhariam pela autoria da obra e não pela colocação em prateleiras, mídia etc.

O principal custo dos livros está no papel, impostos, arte (capa), transporte, armazenamento, distribuição, prateleira, livreiro etc. O autor, a menos que seja um craque da literatura, fica com uma parte pequena do preço de venda. Tudo isso poderá ser reduzido substancialmente com a edição digital, distribuição via internet, aumentando-se a receita financeira dos autores, pois a amplitude da distribuição seria infinitamente maior.

Quebrar privilégios em torno de obras culturais e literárias é equivalente ao que se conquistou com os remédios genéricos.

Será que nosso Governo Federal tem competência e disposição para essa luta, acrescentando a tudo isso a edição digital, divulgação via internet ou DVDs ou equivalentes?

Lembrem-se que um pendrive pode armazenar dezenas de livros...



Cascaes

20.2.2010

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Carta aberta

Prezados senhores

Assunto: Literatura Técnica Didática Digital
Objetivo: educar para os desafios do século 21

Temos portais, não temos literatura técnica à altura dos desafios do século 21 explorando ao máximo o potencial de registro, comunicação, ilustração, interatividade etc. que já é possível via internet ou simplesmente adquirindo-se um DVD, pendrive, computador, e-book ou algo assim.
O maravilhoso nas novas tecnologias, prontas para serem usadas por aqueles que pretendem fazer uma revolução positiva nas técnicas e usos da humanidade, é a acessibilidade. Pode-se fazer textos, filmes, imagens (além dos links) e até usar transdutores para outros padrões de comunicação de modo a tornar o “livro” útil a qualquer pessoa, seja qual for a sua deficiência. Não podemos esquecer, por exemplo, que um material digital pode ser repetido quantas vezes for necessário, apresentado de diversas formas, criar desafios graduais, ser um jogo de cultura técnica capaz de agradar o estudante mais desatento...
Deixemos às escolas darem títulos, certificados, diplomas, habilitações.
Vamos criar elementos de estudo: o livro técnico didático digital.
Precisamos, contudo, de patrocinadores.
Por exemplo, quem poderia entregar esse ofício, em mãos e não para intermediários, ao Bill Gates? Suas palestras e comportamento mostram que ele e sua fundação podem e querem ajudar nas mudanças que o mundo precisa.
Outros grandes cidadãos do mundo poderiam contribuir criando suas fundações, apoiando entidades sérias, determinadas e competentes (não é fácil descobrir alguma ONG que reúna essas três qualidades) na elaboração de bibliotecas digitais, públicas, universais.
Textos digitalizados podem mostrar mídia, propaganda dos patrocinadores e até servirem, graças ao rastreamento dos downloads, para descobrir, localizar e cadastrar quem tem interesse no assunto e o grau de conhecimento do leitor, se ele aceitar jogos e exercícios embutidos no trabalho.
Vemos e ouvimos filmes, artigos técnicos, palestras etc. dizendo que o mundo vai piorar, talvez inviabilizando a existência humana em grandes regiões do planeta. Vamos esperar? Rezar?
Devemos criar novos engenheiros, arquitetos, urbanistas, agrônomos, professores, profissionais que, enfim, sejam capazes de ensinar e usar novas tecnologias.
Nos sistemas de busca descobrimos muita coisa, lamentavelmente a qualidade ainda é precária. Nossos escritores vivem as limitações do livro clássico num ambiente que poderia ter milhares de páginas, filmes, exemplos dinâmicos, planilhas, exercícios de toda espécie e sistemas de conversão para pessoas deficientes.
Vamos esperar quanto tempo até descobrirmos que podemos fazer muito mais?
Prezados seres humanos, por favor, se possível, com o devido respeito, mostrem esse apelo desesperado a quem pode fazer, a quem tem poder para financiar, apoiar, contribuir para a universalização da cultura técnica sintonizada com os desafios do século 21 e com tudo aquilo que acreditamos ser justo e necessário à vida digna de qualquer cidadão.
Por favor, via internet (viajar é caro) colocamo-nos à disposição para maiores explicações.
Temos apenas uma certeza, podemos mudar o mundo em pouco tempo, é só oferecer, com os recursos modernos de registro, processamento de dados e comunicação, literatura técnica didática digital, se possível sem custos para o estudante, exceto aparelhar-se para poder se conectar ao mundo web.
Paralelamente devemos criar e anunciar aos quatro ventos os portais que vão hospedar o material a ser produzido (quem sabe em algum endereço da UNESCO ou algo parecido).

Atenciosamente

João Carlos Cascaes
Curitiba, 19 de fevereiro de 2009
jccascaes@onda.com.br
jccascaes@gmail.com

sábado, 31 de janeiro de 2009

Biblioteca Digital da FIEP

O sucesso de qualquer nação é função direta do potencial de educação e preparação profissional que puder implementar e manter.
Naturalmente o comportamento é decisivo. Uma personalidade apática, inibida, sem iniciativa não será empreendedora. Isso é uma característica que se adquire em casa, no seio da família, na vida escolar somando-se, com certeza, características genéticas que os criadores de animais conhecem bem.
Qualquer povo tem indivíduos de toda espécie. Uma nação é uma tremenda mistura de sementes, principalmente algo do porte do Brasil. Felizmente em nossa terra temos gente capaz de aproveitar qualquer oportunidade para estudar, aprender, crescer e trabalhar com ou sem emprego.
Aprender, estudar e ter uma profissão maior é algo regrado, regulamentado, cheio de armadilhas e restrições em nosso Brasil lusitano. Dizem que é típico dos portugueses a mania cartorial, a carimbologia e a preocupação com tantos rituais para um indivíduo ostentar um direito de trabalhar.
Aliás, vale a pena ler os livros de Eric Hobsbawm, ou, por exemplo, ver filmes da época. Os “nobres”, extremamente ciosos de suas atribuições, inibiam vontades dos plebeus, algo semelhante com a pressão negativa que nosso Barão de Mauá recebeu da corte de D. Pedro II. Notamos, até com vergonha, que os países da península ibérica ficaram para trás graças a tradições severas e rigidez comportamental de sua aristocracia. Isso agora é nosso desafio. Precisamos mudar paradigmas, criar oportunidades de formação profissional.
Fantasticamente a tecnologia associada ao Ensino a Distância viabiliza levar a escola ao aluno, onde estiver, tenha as restrições que for, ser ou não deficiente físico, mental, sensorial e/ou econômico. Para isso impõe-se, contudo, flexibilização do MEC e conselhos de defesa da profissão, barreiras à universalização da cultura técnica e ao exercício de qualquer profissão. Não podemos esperar grandes mudanças dos donos do ensino no Brasil, mas temos como viabilizar o acesso à informação através de livros técnicos digitais.
O meio eletrônico ou digital tem um potencial ilimitado de amparo à informação. Ao contrário do papel, que na forma de livros convencionais limita em consequência do peso e da imutabilibilidade de seu formato a maneira de transmitir ao leitor o que contém, o que nos atrevemos a chamar de “livro digital” (apesar da mediocridade da Lei do Livro, que só faltou dizer que nossos livros seriam feitos em pergaminho) é fantástico, impressionantemente poderoso.
Um livro digital pode conter filmes, fotografias no tamanho que se quiser, luminosidade, ser eletronicamente sonorizado ou até acionar transdutores para outros modos de comunicação. O livro digital, conectado à internet, permite interatividade entre leitor e autor, atualização permanente sem a necessidade de se descartar grandes quantidades de papel. O transporte via internet não tem peso, não gera poluição, enfim, é um mundo novo que está à disposição dos mais criativos.
Temos o desafio de reeducar a humanidade. Principalmente nessa última década a humanidade descobriu a necessidade urgentíssima de mudança de cultura, de novos comportamentos, de alterações técnicas em serviços, instalações e tudo o mais.
De que maneira transmitir tudo isso em segundos?
A FIEP está mostrando como.
A nova biblioteca, agora com recursos digitais, sob coordenação de um time de primeiríssima linha, começa a funcionar oferecendo acessibilidade organizada a bibliotecas espalhadas pelo mundo, apresentando obras próprias e caminhando para a viabilização de produção de literatura técnica digital de acordo com os novos recursos de comunicação.
Sensacional! Parabéns!

Cascaes
30.1.2009