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sábado, 26 de dezembro de 2009

Barreiras culturais e a universalização e acessibilidade da EAD e dos livros digitais

O Brasil é o pasto dos sindicatos (patronais, empresariais, de empregados etc.), corporações, lobbies etc. O efeito desses grupos, principalmente dos mais abonados, é muito ruim para o nosso povo. Não querem mudanças, tem medo da inovação. Estamos sempre na rabeira dos grandes processos.

Podemos agora estar felizes com o sucesso de alguns setores, vivemos num país soberbamente rico por natureza. Descobrimos petróleo e temos minerais de extremo valor (e há muito mais escondido em lugares que ONGs estrangeiras tentam esconder). Logo estaremos exportando água doce, se isso já não está acontecendo em tanques de navios que navegam no Rio Amazonas. Superamos a crise financeira graças a uma política draconiana de proteção a banqueiros (e bancários, sempre torcendo para os bancos terem lucros maiores) ...

Nosso povo tem potenciais inexplorados. Como qualquer nação mestiça, rica em ascendências, cadinho de povos, aqui deveria ser um foco de inovações, de criatividade. Não somos, por quê?
Há menos de um século o nosso país saia de um governo estático para o dinamismo da cópia, da imitação. Nossas capitais procuravam Haussmmans na tentativa de parecerem civilizadas, na maioria das vezes empurrando para os morros e subúrbios o povo mais pobre (vide, por exemplo “Quase-cidadão”, livro organizado por Olívia Maria Gomes da Cunha e Flávio dos Santos Gomes). E pobres continuam os miseráveis que desde aquela época não têm acesso a escolas, teatros, clubes de poesia e coisas assim.

Maravilhosamente o mundo está mudando. Vale a pena, por exemplo, ler o livro “Youtube e a revolução digital” de John Hartley e Henry Jenkins assim como procurar entender a enormidade do “Projeto BEL” em desenvolvimento na COPEL (1) . Estamos no Brasil no limiar de uma revolução que na Ásia (Japão), América do Norte (EUA e Canadá) e na Europa (em sua parte mais inteligente) já acontece há muito tempo. Se Al Gore merece algum destaque o será muito mais pela defesa enérgica das infovias nos EUA, quando vice-presidente daquele país, do que pela histérica preocupação com o CO2.

As oportunidades industriais e comerciais se renovam com as oportunidades criadas em laboratórios de alta tecnologia. A Amazon (2) dá o exemplo com o lançamento dos leitores de livros e jornais digitais, portáteis, oferecendo quase quatrocentos mil títulos que podem ser baixados em seu leitor (mediante pagamento do download, óbvio). A indústria de PCs evolui extraordinariamente enquanto o LINUX, Wikipédia e a Google (entre outros) resistem a pressões mercantis selvagens. No Brasil, lamentavelmente, temos as barreiras do mau serviço de internet, mas, quem sabe, por efeito de novas tecnologias e pressão popular as coisas melhorem.

Estamos com problemas, mas temos muito mais do que era imaginável há uma década. O fundamental é explorarmos ao máximo os recursos existentes a favor da evolução do nosso povo, lutando para mais ferramentas e melhores sistemas de comunicação aconteçam.
A inércia política é um pesadelo, mas nossos líderes logo descobrirão que ganharão um lugar na história se trabalharem a favor da universalização da internet, banda larga, de alta qualidade. Paralelamente as nossas secretarias de educação em todos os níveis irão descobrir o potencial da literatura digital, do EAD (Ensino a Distância), dos programas culturais e educativos feitos por brasileiros para brasileiros, dos filmes, museus e laboratórios virtuais, excursões educativas etc., ou seja, o mundo de coisas que poderão existir nas paredes de qualquer escola brasileira graças às telecomunicações, à vontade firme, enérgica a favor da universalização cultural, profissional e educacional.

Mais ainda será a possibilidade de alto grau de acessibilidade, de multi-programação, de inclusão, de customização da programação desde que nossos governos gastem de forma justa e precisa o dinheiro (verbas gigantescas) que hoje usamos para editar porcarias, fazer programas pouco produtivos, sustentar histerias importadas etc.

Precisamos dar um grande salto para frente, um avanço acelerado, objetivo, eficaz nos processos educacionais visando, acima de tudo, o ensino e educação do primeiro e segundo graus.
A tecnologia é nossa aliada, basta saber usá-la.

Cascaes
26.12.2009


(1) http://www.copel.com/hpcopel/telecom/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Ftelecom%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2F1AC4A4010374897303257537005E23E9

(2) http://www.amazon.com/dp/B0015T963C/?tag=gocous-20&hvadid=4139327417&ref=pd_sl_7p2cs87ao_b

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Um apelo do fundador da Wikipédia, Jimmy Wales

Hoje, eu estou a pedir uma doação para a ajudar a Wikipédia

Iniciei a Wikipédia em 2001, e nestes oito anos, tenho ficado humildemente surpreso ao ver centenas de milhares de voluntários se unirem a mim para construir a maior enciclopédia da história humana.

A Wikipédia não é um site comercial. É uma criação comunitária, inteiramente escrita e fundada por pessoas como você. Mais de 340 milhões de pessoas usam a Wikipédia todos os meses, quase um terço da população mundial com acesso à Internet. Você faz parte da nossa comunidade.

Eu acredito em nós. Eu acredito que a Wikipédia continua melhorando. Essa é a ideia-chave. Uma pessoa escreve algo, outra pessoa melhora um pouco, e torna-se cada vez melhor, ao longo do tempo. Se você acha útil hoje, imagine o quanto poderem atingir juntos daqui a 5, 10, 20 anos.

A Wikipédia mostra o poder de pessoas como nós que conseguem fazer coisas extraordinárias. Pessoas como nós escrevem a Wikipédia, palavra a palavra. Pessoas como nós a mantêm. É a prova que temos o potencial colectivo para mudar o mundo.

Necessitamos proteger o espaço onde este trabalho importante é desenvolvido. Necessitamos proteger a Wikipédia. Queremos mantê-la grátis e livre de publicidade. Queremos mantê-la aberta - você pode usar a informação da Wikipédia para qualquer coisa que queira. Queremos que ela continue crescendo, espalhando o conhecimento por todos lugares, convidando à participação de todos.

A Wikimedia Foundation é a organização sem fins lucrativos que eu criei em 2003 para gerir, fazer crescer, cuidar e proteger a Wikipédia. Com dez milhões de dólares americanos por ano e uma equipe de menos que 35 pessoas, opera o quinto site mais visto em todo o mundo. Estou pedindo sua ajuda para que possamos continuar nosso trabalho.

Imagine um mundo onde cada pessoa do planeta tem acesso livre à soma de todo o conhecimento humano. É para onde estamos indo. E com a sua ajuda, nós conseguiremos.

Obrigado por usar a Wikipédia. Você faz parte desta história: por favor, faça uma doação hoje.

Jimmy Wales

Fundador da Wikipédia

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Educação e as Olimpíadas

Referência zero
Há alguns anos, andando por uma rua da CIC com o então vereador de Curitiba, Antônio Borges dos Reis, querendo lhe dar munição para o Projeto de Lei referente às calçadas, que ele patrocinou e conseguiu que aprovassem, vendo uma família andando pela rua sem passeios, levei-o para junto dela e perguntei o que era importante para eles naquele momento. A resposta: conseguir registrar o filho após terem conseguido um cartório onde o fariam de graça. Ou seja, viviam num grau de miséria que o custo do registro do filho era elevado. Em Itajubá, sul de Minas Gerais, dando aula de alfabetização num barraco “sede” de um clube (Vila Rubens) o sonho daquele povo era a regularização do imóvel, construído sobre uma rua abandonada. Em reunião do “Projeto Zumbi-Mauá Ação Ecológica” vi e ouvi uma senhora, líder do bairro, angustiada pedindo curso de prevenção de gravidez precoce. Da. Gonçalina, moradora da Vila Zumbi diz em reportagem do Ari Silveira, 11 de outubro, jornal Gazeta do Povo, "Vez por outra ainda tem uma vingança, vão [ser mortos] dois ou três... A gente sabe quem foi, mas 'viu e não viu'. Não pode falar". Ou seja, a moradora considera normal matar por motivos da vingança entre quadrilhas e na sua visão o fundamental é que ela e sua família possam viver em paz naquele ambiente.
No Brasil milhões de pessoas não sabem escrever, outros (muito mais) mal conseguem redigir uma frase, escrever alguma carta de forma estruturada, compreensível. Assim tornam-se reféns dos letrados, daqueles que podem fazer discursos, aparecerem como autoridades, muitas vezes para enganá-las explicitamente em contratos maldosos.
Felizmente o Brasil começa a crescer sob diversos aspectos. Programas nacionais para universalização da educação aparecem, ainda que afetados por conveniências corporativas. O EAD e a possibilidade de se criar coleções de livros técnicos digitais sem custo para o leitor dão a perspectiva de acessibilidade universal ao ensino, que poderá ganhar força se as novelas da Rede Globo e campanhas midiáticas sugerirem a necessidade de estudar, de aprender ofício, de se ter comportamentos saudáveis.
A normalidade é e sempre foi relativa. A questão é: que ambiente nosso povo merece?
Vimos que dinheiro existe. O Governo Federal está querendo até fazer trem bala, algo que exige investimentos colossais e carentes de subsídios milionários, tudo para transportar em carros rápidos e confortáveis gente em condições de pagar as passagens, acessíveis porque facilitadas por benefícios fiscais e creditícios. Não devemos esquecer que o maior déficit nas contas francesas é a SCNCF...
Podemos e devemos pleitear luxos, antes, contudo, impõe-se resgatar uma parcela significativa de brasileiros da indigência, gente tão trabalhadora que sai a catar lixo para poder sustentar - se e aos seus filhos.
Em 2016 as Olimpíadas acontecerão na cidade do Rio de Janeiro. O governo carioca poderá de imediato iniciar, com o apoio de nossos legisladores e tecnocratas, a planejar campos de concentração, que deverão estar funcionando pouco antes desse campeonato. Tecnologia, batalhões de policiais e até as Forças Armadas com certeza serão treinados e equipados para garantir a segurança e as alegrias esportivas e lúdicas dos turistas. Se parte desses bilhões de dólares a serem gastos no Rio de Janeiro vierem a ser canalizados para a educação e desenvolvimento dos brasileiros mais pobres, seremos uma nação mais simpática e menos violenta, talvez mostrando ao mundo que chegamos a um nível de civilização respeitável e coerente com a visão cristã que dizemos professar.
Podemos ainda optar entre presídios ou escolas, creches, moradias, saneamento básico etc. Está na hora de mudar nossos referenciais. Agora nós podemos.
Dignidade também gera atividade econômica...

Cascaes
12.10.2009

domingo, 4 de outubro de 2009

O EAD e a UNINTER